Um conto de fadas ultramoderno que apresenta como elemento redentor o sexo. É assim que “Bruna Surfistinha” (2011), dirigido pelo estreante Marcus Baldini e protagonizado por Deborah Secco, passa longe de tecer uma leitura mais profunda sobre a indústria do sexo, para explorar o processo de transformação de uma menina em mulher por meio da prostituição. Inspirado na autobiografia “O Doce Veneno do Escorpião — Diário de uma garota de programa”, o filme narra a história de Raquel Pacheco, então uma tímida adolescente de classe média que decide fugir de casa e mudar de vida por sentir-se alheia a uma realidade marcada pela relação conflituosa com a família adotiva e pela perseguição na escola. Raquel passa a vender o próprio corpo como opção — rebeldia talvez, já que a necessidade é, sobretudo, moral, e não financeira.
Ele pode não ser um galã de novela, mas faz um som do c@%$!3*. Queridinho da cena electro atual, o alemão Anthony Rother mistura sintetizadores, bateria eletrônica e megafones para construir seu futurismo robótico. No último dia 25, o dj e produtor tocou na Fosfobox, em Copacabana (RJ), por mais de três horas. Foi um set histórico e hipnótico para nós, meros corpos dançantes.
Visualize: Garrett Hedlund caminha sensualmente contra a luz, com ar de gostosão e um sorriso que faz o tipo “vou salvar o mundo e roubar seu coração, gata”. Parece comercial de desodorante masculino. Parece, mas não é. Dando continuidade ao clássico de 1982, "Tron ― O Legado" chega aos cinemas como a promessa tecnológica da Wall Disney para fechar o ano de 2010. Feita para soar como uma grande aventura digital marcada por parafernálias high tech, a produção do estreante Joseph Kosinski pode até empolgar no visual, mas patina no roteiro.